Ontem podiamos por silencio no tempo. Afastarmos os nossos olhares e a nossa voz. Ontem podiamos aceitar a ausencia devagar. E nada disso podia demolir construções nossas nem arrancar raizes semeadas em primaveras anteriores. Depois veio o encontro. Depois da ausencia. A voz depois do silencio. Não perguntámos porquê. Tu e eu há muito que trocamos bancos de esplanadas, noites longas, conversas de sol a sol, confianças e confidencias, olhares cumplices... O tempo de partida não teve porquês, o de chegada não tinha de ter respostas so sorrisos. Mais uma vez guiámo-nos pelo que sempre nos guiou...e seguimos em frente.... mãos apertadas... com o olhar perdido no exacto momento que se define entre passado e futuro.